Diferente da ciência, eu acredito no que não conheço. Diferente da religião, eu não acredito que possuo toda a verdade. Em verdade sou um simples cristão, seguidor da mensagem de Jesus Cristo, crente na salvação da humanidade.
quinta-feira, 7 de março de 2013
As montanhas e os relevos
Entre tardes de completo delírio
Eu me sento aqui, nesse penhasco,
em completa solidão
que mais se parece como um palco,
com plateia e luzes
que fico a aproximar-me,
e a apreciar
as muitas maravilhas daquele lugar
de intensas paixões
e imensas montanhas
todas a me observar
E, juntos,
tecemos grandes planos
Elas me ajudam, eu as ajudo
E assim eu, as montanhas e os relevos
apreciamos nossas tardes de solidão
O homem esqueceu de apreciar as montanhas, pensei
em bucólicos fins de tarde, apreciei
e passou a se ocupar com outras paisagens -
a frente das TVs, pensei
Desde então as montanhas, os relevos e os pores do sol
andam-se a cantar, e a gritar
para chamar nossa atenção
Não esqueçamos, jamais, novamente, por favor
de apreciar as montanhas, os relevos
Pois pode ser que outrora, quando os quisermos apreciar,
não estejam mais por lá...
domingo, 21 de agosto de 2011
Mudanças acontecem
Sim, pois enquanto apreciava o bom por do sol na Praia de Iracema
O qual sempre que posso estou
Encontrava-me sozinho
Minto, pois não estava sozinho
Mas entendi o sentimento que estava sentindo
Era a tal da falta
E o entendimento de várias coisas
Pensava eu, ingenuamente, que meus amigos ainda eram os mesmos
que minha mente lembrava
Quão bobo, pois ao olhar-me era evidente
o quão diferente eu também estava
E ai, cai a ficha
Você se lembra das musicas que gritavam lembrando
que o tempo não para
É, o tempo não para
A gente já fez vinte e não sei quantos
Bebeu todas e já caiu na calçada
Fudeu várias, mas não todas
E se pega vendo que está crescendo.
E vê que as coisas estão diferentes. Por que não sempre pensar que estão melhores?
Será mais difícil aceitar o novo
Ou se desfazer do velho?
Quer saber, do jeito que está tá bom demais!
domingo, 26 de junho de 2011
A fuga da coragem
Minha cabeça
Meu coração
E meu estômago
Guardam o meu medo
Seu cheiro é forte como o vermelho do sangue
E amargo
Minha coragem criou asas
Me deu um pé na bunda
E voou para longe
Me deixou aflito, sozinho
Mas sem ela, como conseguirei atrair
mulheres que me fazem feliz?
Como voltar a dividir chuveiros
E roça roça de pés sob as cobertas?
E o claro se tornou escuro
E o azul, vermelho
E o que era farto se tornou escasso
Para que se cumpram os designios
De quem nos entende mais do que nós mesmos
Pois tudo que é, um dia,
precisa deixar, um dia, de ser.
Volta, ó coragem
Preenche o vazio que em mim deixou
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
E se eu resolvesse
Nunca mais me apaixonar
deixar meu coração vegetando
E aceitasse seu sono profundo
Resolvesse, então, não acordar?
Talvez assim, morto
Voltasse a sentir o que é estar vivo
A puta daquela noite

Hoje conheci alguém
Que mexeu com minhas entranhas
Que me hipnotizou, me desequilibrou
Que a simples presença pôs abaixo minha máscara arrogante
Tinha a pele branca
E olhar felino
Dançava rebolando
E seu quadril me fez delirar
Seu nome descobri
é Maria-não-sei-o-quê
Mas quando a vi rebolando
carinhosamente a apelidei de puta.
Pois seus gestos graciosos
Tiveram a ousadia de arrepiar meu pêlo
E me fazer delirar
Ó, como se atreve
Tu, a mais puta das putas
A única que chama minha atenção na noite
A mais bela do salão
Arranca meu peito e me excita
E, por um minuto, me faz sentir-me vivo
E novamente sinto sangue correr em minhas veias
E lágrimas descer por meus olhos
Ó, não posso te arrastar para minha cama
Melhor, ou pior, não consigo
Pois posso voltar a sofrer
E isso não quero mais
Não sei o que me mantém vivo
Pois meu coração parou de bater
Acho que desisti de ser feliz
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O Labirinto do fauno

Sim, existe o labirinto do fauno
Escrito assim, com letra minúscula
A toca do coelho
O fundo do oceano.
Entrar não é o problema
Você conhece muitas coisas
Poderá dizer bravamente aos seus amigos que conheceu o caminho vasto
A larga entrada.
O problema é se descuidar
E muito se demorar
E, confuso, não encontrar mais o caminho de casa
E se ver perdido no labirinto.
Vergonha. Shame.
Uns que se perderam aceitaram suas vergonhas
E passaram até a gostar
Outros, desesperados, choraram e suplicaram
Arrependidos, clamavam para que seu pai viesse lhes buscar
Pois estavam perdidos.
E o céu, como que se abrindo, mostrou uma luz
Pois assim sempre faz
Se solicitado for.
E saiu o pequeno garoto
E se viu livre do labirinto
Pois de pouca idade era ainda, a criança.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Teresina: devaneios pela Frei Serafim
sábado, 18 de dezembro de 2010
O poder das despedidas

Não sei se não gosto de despedidas
Nós normalmente não gostamos de despedidas, achando ruim porque vamos nos separar de alguém.
Não sabemos o amanhã. Por que achar que nunca mais veremos aquelas pessoas?
Sei, deveria ter ido no último dia do meu curso de inglês, mas não sei se gosto de despedidas.
O que aprendemos com despedidas? Que tudo é passageiro, e que o melhor mesmo é se ocupar a cabeça com o que se está ganhando - não com o que se está perdendo.
Vejamos como é só uma mudança no modo de pensar.
Aprender a dar valor aos simples momentos, a estar sempre de bom humor (tudo vai passar mesmo!), etc, etc, etc
Isso é a despedida: aprender o desapego. Aprender a amar, a aceitar o momento bom e aguardar sereno que o mau momento passe.
Porque tudo passa.
Temos dias, temos anos, temos estações porque o universo é vivo e se move; o tempo é própria manifestação do divino. Por que ficar se preocupando se você nao vai mais ver aquele amigo, se aquela namorada lhe deixou?
Penso que despedida "é é bom". Faz com que apreciemos cada instante como se aprecia goiabada com creme de leite.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Forças
Como na hidrelétrica
em que a força movimento
se transforma em força corrente eletrica
Existe a força que nos deixa no chão
É a força gravidade
Assim como existe a força gravidade
existe a força anti-gravidade
que nos empurra pra cima
que equaliza a equaçao gravidade razão espaço
O chão que vivemos é o resultado dessa equação: não mais abaixo, não mais acima.
Assim deve ser o nosso agir...
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Vagabunda

Faz poema quem ama
sofre quem se arrepende
mata quem não consola?
O que importa?
Se te amo, não sei
se te odeio, não sei quando comecei
Se te atormento, não consigo parar
vagabunda
Ate te ter em minhas mãos
Ate parar de sorrir
Ate parar de chorar
Desabar, fraquejar, desejar
essa tua boca imunda
que diz as mais belas coisas
Essas delicadas mãos
vão da perversidade a sexualidade
Pura personalidade
Tua bunda carnuda
me faz perder o juizo
Ah, seios maravilhosos...
pontiagudos e vagabundos
Te quero toda, nua, minha, vagabunda
Te quero de mais
te quero de menos
quanto mais te odeio
mais te abomino
e mais e mais te quero
longe de mim
Mas, por favor, não vais tão longe
volta, mas vai
grita, mas vem
vê, mas fecha meus olhos
Deixa de lera
e abre essas pernas
e me leva ao paraiso
minha vagabunda
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Tempo de eleições
Dor
Mais uma campanha política nos envolve
O deputado visita a feira da cidade
E cumprimenta o pobre
Lhe dá 5 conto
E nunca mais volta...
(Pelo menos até a próxima eleição!)
O eleitor adora ver o deputado
Tomar uma cachaça com ele
Diz que ele é gente fina
Recebe até um abraço!
Mas não consegue se perguntar por que, por exemplo,
o mercado da cidade anda tão esquecido e abandonado...
O deputado diz que o governo não tem dinheiro pra reforma
Mas esconde que o jatinho que ele chegou é pago por esse governo
Ou seja, por nós mesmos, cidadãos
Que às vezes não tem dinheiro nem pra ir de Guanabara...
Depois de meio mundo de conversa
E das cédulas de 2 e 5 conto acabadas,
vem o almoço com os peixes graúdos
Hora de esquecer os Caico com farinha
Participam o dono do partido, o dono dos votos
e o DONO DO DINHEIRO!
Que vai ganhar muito mais depois do deputado eleito
As tão desejadas licitações
Sobre isso o deputado não fala no mercado...
Mais conversa, mais lenga-lenga
Tantos votos custarão tantos reais
Acertado o próximo apoio para prefeito
Hora de botar o nome na rua!
Comicio! Oba, vem a banda tal!
Se eu ganhar isso!
Se eu ganhar, aquilo!
E bate palmas o povão!
Após o final dos falatórios
Dá-lhe banda de forró!
Ai é a hora do povo, que delicia-se
Banhado em tanta cachaça distribuida de graça...
PANIS ET CIRCENSIS
É a festa da enganação!
O pobre diz "Me engana que eu gosto"
O político diz "Me deixa roubar que eu adoro!"
E ao fim de do dia,
Nosso político amado pelo povo
Embarca em seu jatinho
Fretado com verba de gabinete
Mais um dia de trabalho pesado! - ele pensa
E tranquilo, põe a cabeça no travesseiro e dorme.
(Imagem captada de internet. Direitos por conta de DEUS.)
sexta-feira, 26 de março de 2010
Em folhas de guardanapos...

Correr, correr, correr
seguindo as águas que andam
As vozes do oriente cantam
as do ocidente, comandam
levando a perecer seus irmãos
A luz veio para todos
A salvação, não
Não temas a morte
se o acaso ronda a esquina
Dez tostões pelos seus pensamentos
Envolvem sexo, suor e luxúria
em nome de uma tal liberdade
que só traz infelicidade
Quase nao vejo o meu amor
envolvido em tanto trabalho
Uma taça de vinho nao embriaga mais
pois dificil está o viver
Congregemo-nos irmãos
sobre uma mesma bandeira
A bandeira da fé, do apoio e do amor
Onde a união sobrepuja o individual
onde o amor vençe o capital
sábado, 13 de março de 2010
Sem conseguir dormir

Vivo na busca da beleza
tropeçando em passos maiores que a razão
O trem que vai e volta
não traz minhas respostas
Mas se não me ensinou o caminho
ao menos tirou-me a revolta
O que busco já não é mais uma certeza
muito menos um afeto
É mais um sentimento
um suspiro
num mundo de possibilidades
O destino que buscamos construimos cada dia
como romance quando se vai
como folha quando cai
como criança que nasce
Mais vale vitória esquecida do que derrota lembrada
O amor não é melhor que a guerra
domingo, 7 de março de 2010
Tempo ocioso gera...

Poeta de uma nota só
Que não teme a morte
Muito menos a vida
Saber demais, louca ilusão
Quando não pretensão
De amar a si mesmo
Como se ama o próximo
Palavras que voam
Palavras que ficam
O amargar da boca
Confunde-se na fumaça dos carros
Dois pés no chão
E nenhum juízo na cabeça
Parar para quê? O tempo não passa de uma ilusão
Existe na cabeça dos fracos e dos escravos
Personagens vivos dessa multidão de povos
Dignidade? Outra ilusão
No meio de tanto trabalho
Para que trabalhamos mesmo
Se nossos ganhos não passam de esmola?
sábado, 2 de janeiro de 2010
Verdades de mesa de bar I
terça-feira, 15 de setembro de 2009
A verdade, uma grande mentira
que preenche o ar que respiro
que não passa enquanto passa
a bunda de uma moça bonita
muito menos com um porre com amigos
Ela está em todo canto que vou
em tudo que faço
faz parte do meu ser
insinua até moldar quem eu sou
Mas há, te peguei
te descobri, ó grande mentira
contada desde os tempos da babilônia
repetida diariamente nos telejornais da noite
Pra que apego, se tudo é passageiro
Pra que medo, não vamos morrer mesmo?
O que é o bem, o que é o mal?
Albert já dizia
que tudo é relativo
Agora, a dor já passou
não tinha vindo mesmo pra ficar
o que vem vindo são muitas coisas
essas sim, para ficar...
A verdade move montanhas
levita corpos
sustenta e expande o universo
Quem você quer ser
quando voltar a ser criança?
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Postado no orkut em 01 de junho de 2009.
vejo os fins, não vejo os meios
mantendo meus pés firmes na ética que acredito
Caminhos existem diversos
Recompensas pra agora? Pra que?
Se o barato é receber o prêmio no final
Onde tudo volta a ter sentido
E voltará
O mecanismo de dominação não durará para sempre
Uma hora as pessoas perceberão que a vida pode ser mais do que é
E passam a dedicar cada vez menos tempo ao sistema
Reaprendem a amar
E a ver pores do sol
A ideologia sai do sistema e vai para a nossa vida
E então o homem reencontra a si mesmo.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Inspiração sua
tesão que transborda por meus poros
que seria da ponte sem o rio
ver você longe assim
tira meu sorriso de mim
Tu tens os lábios de mel
banha-se nas praias belas e imundas de Iracema
adocicando os meus dias
Vem comigo, já é por do sol
vem chegando o luar
ver teu rosto escrito nas estrelas
traz um sorriso pra mim
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Palavras ao mar
Que me traz tu
meu bem
meu mal
todo bem
Teu olhar me intriga
tuas pernas me derretem
minha imaginação voa longe
Quero te agarrar
Te seduzir em meus braços
Mas nem sempre o mar traz todas as respostas
E nossa coragem não consegue vencer todos os obstáculos
E você, resigna-se
Ou aceita a covardia, como preferir dizer
Acho que prefiro esse amor escondido
Essa paixãozinha inocente e cheia de afeto.
Desculpe minha covardia...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Opostos
Viva o seu oposto
Ame quem lhe odeia
E desconfie de seus próximos
Fuja para o seu interior
Busque refúgio em seu amor próprio
Procure a solidão, a introspecção
O afago, o calor, a solicitude
Não tenha medo de errar
Aliás, não tenha medo de nada
Descubra o amor em seus defeitos
Nos outros, o que há de pior em si mesmo
Nas vitórias, o normal
Nas derrotas, o que há para aprender
Busque na dor a libertação
Na alegria, a união e a construção
Nas lutas, nos conflitos
a ascenção da TERCEIRIDADE
Seja o seu maior inimigo
Seu maior admirador
Busque o que não sabe
Viva o mistério dos seus sonhos
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
A dor do fim
Bom, depois que coloquei tudo aquilo pra fora me senti super aliviado, parecia que finalmente havia passado. Não me via mais do lado dela, já não a queria nos meus pensamentos. Estava livre novamente, ou pelo menos determinado a ficar.
Apesar das palavras, ao final de escrevê-lo eu estava feliz por apesar de ter ficado mal um tempo, aquele esquema "véi" tinha me proporcionado escrever aquele negócio tão bonito.
A dor havia valido a pena. Gerou um filho lindo, que mostra seu amor através de toda sua expressão oposta, descrita em cores, áudio e sentimento:
(P.S. a dor de cotovelo enfim passou, viu! rsrsrs)
Então me dizes que o que há no fim do túnel é só dor, sofrimento e injustiça?
Que amar é para os tolos e para aqueles que ainda não padeceram desse mal?
Que quem se atreve a querer amar, sofre?
É isso, vida, que queres me dizer?
Pois saiba que prefiro a dor e o sofrimento da tentativa ao suicídio da entrega
A loucura à chatiçe que querem que eu viva
Amigos, por favor, não desistam de mim
Ando triste, muito triste
Minhas forças já não são mais as mesmas
Já não sou o mesmo sonhador de outrora... agora sinto na pele as chagas da realidade
Meu coração, que nunca admitiu o sofrer, agora tenta reconstruir-se entre escombros, deixados por alguém que já foi e insiste em não sair...
Eu, que era indestrutível, agora choro agarrado ao que tenho, ao que sinto
o nada
o vazio
o escuro
o frio
onde as luzes entram, mas não conseguem permanecer
elas iluminam, resplandecem em louvor àqueles que lhe são maiores
mas não permanecem
não mais
e meu sorriso não encontra a potência que já teve
E minha juventude, parece que já foi
E minha vontade de viver, não encontro mais


