sexta-feira, 10 de maio de 2013

Onde anda a salvação?


Existe a salvação? Se existe esse debate é porque estamos "caídos" ou corremos esse risco. Mas se somos filhos de Deus, filhos da Criação, porque haveríamos de cair?

Bem, façamos uma pequena análise deste capítulo da bíblia que nos fala da "perdição" dos homens (pequena mesma, pois seria impossível analisar a fundo em poucas linhas como estas).

O Criador oferecera a suas duas criaturas recém nascidas todo o esplendor do paraíso, as proibindo de comer do "fruto proibido". Não precisamos pensar muito para entender que esse "fruto" é uma metáfora de algo que não sabemos bem ao certo e, embora possamos fazer um exercício imaginativo, não há como (materialmente, em vida, com nossos conceitos limitados) chegarmos à verdade.

Deus (o Pai, o Criador, o Centro do Universo, emanação inicial da vida... Seja como você o chama) nos proibiu de algo, que por influência de algo externo (a serpente) acabamos tentados e "caídos"; falhamos com a confiança de Deus. A que a maçã pode estar fazendo referência?

Muito resumidamente, a maçã significa algo como o "conhecimento", que pode ter uma significação (um caminho) tanto positivo quanto seu oposto. A dica para o que ela significa peguemos em uma passagem um pouco mais a frente:

Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; 
Gênesis 3:22

O homem se tornou como Deus: conhecedor do bem e do mal.

Segundo muitos acreditam, após provarmos o pecado original o homem foi condenado por Deus a sofrer até que chegasse "o fim dos tempos", quando o homem se reencontraria com seu criador. Bem, acho que devemos reformular isso.

O homem não foi "condenado" por Deus, mas tomou sua própria atitude, suas próprias escolhas, ou seja, condenou a si mesmo. O homem está pagando por seus erros, mas não acredito que isso não tenha sido previsto por Deus - afinal ele é Criador, e como tal conhece sua criatura - nem muito menos que seja irreversível. O homem foi influenciado pela serpente para "abrir os olhos", mas fez de modo muito rápido, egoista. Consequências? Todo esse nosso mundo cada vez mais tecnológico e menos MORAL.

Deus é amor e misericórdia. Vamos parar com essa história de que Deus pune, que isso, que aquilo... A história da humanidade é muito profunda para que entendamos nossos próprios caminhos.

Acho que devemos aceitar nossos sofrimentos, se contentando em não querer entender tudo muito bem. O caminho da felicidade passa por essa entrega ao que é absoluto.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Surto e ascensão



Me sinto uma pessoa tão, tão muito doida, que vez por outra entro em pane. E, se não estiver atento à importância da respiração, entro feio em parafuso e tudo se torna muito difícil.

As vozes me pegam peças o tempo inteiro, e acabo sendo vítima nos momentos em que meus eus estão em conflito a se digladiarem, a destruírem-se e a se mutilarem, buscando como saída a destruição de tudo que estiver ao seu alcance, para que não reste nada mais daquilo que lhe lembra dor. Tudo isso em busca da harmonia perdida.

Tento manter a calma, e graças ao Pai, àquele que nos ama profunda e eternamente, consigo, e cá estou para contar a história. Sobrevivo graças à minha fé na vinda da justiça do Pai ao nosso mundo, ao meu mundo, para que esses olhos vejam, para que essa pele sinta a grande transformação prometida.

Essa é a minha fé que me permite levantar todos os dias, bater a poeira dos destroços dos conflitos internos, e reerguer o que fora perdido.

Toda vez que eu fraquejar, ó Pai, e as dúvidas pairarem sobre minha mente, me fazendo pensar as maiores loucuras, ó Pai, lembra-me de respirar. E respirar... À medida que respiro lembro que o Senhor de todo o Universo, nosso criador e pai, Rei dos Reis, Senhor dos exércitos, esse está do nosso lado. Querido Pai piedoso no céu, eu o amo tanto! Eu preciso acreditar em tua piedade Senhor, tantas faltas que tenho para com tua confiança comigo; continuo procurando transcender às necessidades da matéria.

Então lembro que o tempo é infinito, e o Senhor, meu Pai, é Senhor sobre o tempo, que, aliás, nunca pára. Eu não consegui realizar tudo o que queria aos 28 anos, mas paciência, tenho toda uma vida pela frente, e todo um mundo para realizar e materializar meus desejos, que são os mais espirituais possíveis.

Perdoar as próprias faltas e os insucessos dói. Mas é preciso que seja assim.

Você anda experienciando um cotidiano estético?




Ontem, durante a disciplina de Estética que estou cursando como aluno especial (no curso de filosofia da Universidade Federal do Ceará), tivemos uma discussão interessante sobre o cotidiano e a estética.

Para o professor Kléber (não sei seu sobrenome), o cotidiano relaciona-se diretamente com o que é chato, povoado por regras, “não artístico”. Por isso precisamos da arte, que funcionaria exatamente como momento de escape desse dia a dia estafante e entediante. Assim adentramos no conceito de “cotidiano estético”: você consegue imprimir ao seu dia a dia, que envolve pegar ônibus, lavar louças ou lavar suas cuecas, uma metafísica interessante?

Lembre-se disso... A vida cheia de responsabilidades absorve nossa vida, nossos melhores anos. Pensamos tanto no depois, no futuro, no isso, no aquilo que esquecemos de pensar no AGORA. A vida que eu levo me satisfaz? Sei que a maioria não pode simplesmente trocar sua vida por outra, mas de repente você pode conseguir mais uma horinha para ficar com os filhos, fazer mais passeios pelo campo (deixando o shopping de lado), trocar a televisão pela leitura ou aquela bebedeira no bar por um espetáculo de dança. Vale oferecer um sorriso a uma criança, puxar conversa com um velhinho sobre o tempo ou ir à missa, ao culto, ao centro espírita, ao candomblé...

Você continuará com essa vida de merda na maioria das 24H do dia (difícil deixá-la), mas pelo menos poderá agregar um pouco mais de estética a ela!

O prof. Kléber, na primeira aula, já me chamou a atenção por ser um ateu convicto, mas segundo suas palavras não de nascença. Parece que nasceu católico, mas leu tanta coisa que acabou ateu - embora admita que isso não lhe faça feliz.

Pouco tempo depois tivemos uma reflexão sobre o bem e o mal... Ele, citando Espinoza, nos falou que sem dúvida a energia do bem é superior à do mal, basta analisarmos por um ponto de vista prático. Dois seres humanos não conseguem conviver utilizando-se do mal como mediador, pois o outro não aceitará e revidará com mais energia má, e assim em um ciclo contínuo. Já uma relação mediada pelo bem pressupõe que atingirá um equilíbrio, haverá acordo e união, pondo fim ao ciclo sem fim das disputas pela razão individual. Professor Kléber, não poderia imaginar forma melhor de provar a existência de Deus!

Mais sobre meu curso de estética nos próximos capítulos...

quinta-feira, 7 de março de 2013

As montanhas e os relevos



Entre tardes de completo delírio
Eu me sento aqui, nesse penhasco,
em completa solidão
que mais se parece como um palco,
com plateia e luzes
que fico a aproximar-me,
e a apreciar
as muitas maravilhas daquele lugar
de intensas paixões
e imensas montanhas
todas a me observar

E, juntos,
tecemos grandes planos
Elas me ajudam, eu as ajudo
E assim eu, as montanhas e os relevos
apreciamos nossas tardes de solidão

O homem esqueceu de apreciar as montanhas, pensei
em bucólicos fins de tarde, apreciei
e passou a se ocupar com outras paisagens -
a frente das TVs, pensei

Desde então as montanhas, os relevos e os pores do sol
andam-se a cantar, e a gritar
para chamar nossa atenção

Não esqueçamos, jamais, novamente, por favor
de apreciar as montanhas, os relevos
Pois pode ser que outrora, quando os quisermos apreciar,
não estejam mais por lá...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O mal e a Perfeição Divina


Não é fácil desejar o bem
Enquanto ardo no mal
Só que, pasmem, o mal não é necessariamente mal
O mal é, na verdade,
a medida da perfeição de DEUS

Se não houvesse o mal
não teria como sentirmos a existência DIVINA

Nós não somos perfeitos
Portanto, somos maus
E o Senhor não deixa de nos amar por isso

Nosso interior guarda nossa casa
E nossa casa guarda profundos segredos
Alguns são fáceis de decifrar
Outros, só quando pularmos para o OUTRO LADO.

Em busca da dor


Quero muito a dor
Não mais fugirei dela
Tanto que a neguei
Porque ela me faz muito triste
e perturba meus sentidos

Mas ó, divina perfeição,
com quanta ironia preenches as equações do universo
Pois é exatamente na dor que eu encontro minha redenção
e, de certo modo, a minha paz

Não que a dor me faça bem
É que ela me permite estar entre as pessoas que sofrem
Em situação mais vulnerável
Que mais precisam de amor

E isso me toca

Portanto, não mais fugirei
Aceitarei a minha dor
E concentrarei-me, de agora em diante,
em buscar o Céu em meio ao inferno

Pois vivemos no inferno
Não há perfeição nesse mundo

Eu tenho que aprender a agradecer, todos os dias,
por mais um dia de vida
pelas lutas, desafios e conquistas
aprendendo a aceitar meus próprios erros
e a buscar uma vida mais plena

Descobri outro dia que não devo sofrer por não ser perfeito
O PAI não espera isso de nós
Pois sabe que NÃO somos
Senti que ele está feliz apenas por eu TENTAR
Pois tentando pode ser que um dia eu consiga
Para isso preciso ter FÉ

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Por que ser publicitário?



Falar de publicidade é muito complexo, demandaria muitos livros. Mas uma palavrinha que possa resumir a profissão talvez seja vender. Lembre-se de manter a mente aberta e entender que esse verbo vai muito além de convencer alguém a adquirir um produto ou serviço, mas antes a convencê-lo de algo: ele deve adquirir aquele sabão em pó (ou votar naquele político) porque é a melhor opção para ele.

Ser publicitário é buscar uma forma sempre nova de persuadir alguém de algo.

Escolhi publicidade, entre muitas coisas, por gostar da informalidade da profissão. Agências de publicidade não requerem, no ambiente de trabalho, uma preocupação maior com imagem pessoal (por mais controverso que possa parecer!), vestuário ou formalidades, como escritórios de advocacia ou bancos, por exemplo.

Publicidade é uma área muito estressante, mas ao mesmo tempo muito gostosa de fazer.

Estressante porque destacar uma campanha em meio a um mundo onde as pessoas estão sobrecarregadas de informação é cada vez mais difícil. Antigamente, quando só havia rádios e alguns poucos jornais impressos e canais de televisão (podem imaginar um mundo sem internet? Pois eu conheci!) era muito mais fácil atingir o consumidor. Hoje o publicitário, mais do que nunca, tem a tarefa de buscar constantemente novas formas de destacar uma marca, precisando estar sempre antenado com as constantes novidades que chegam. Por isso a criatividade é fundamental nessa profissão: você precisa estar sempre criando novos mote para novas campanhas para novas demandas para novos clientes... Ufa!

Estressante ainda por conta dos clientes. Em um mercado desenvolvido como no sudeste do país as empresas preparam seus planejamentos de comunicação para o ano todo. Mercados ascendentes como o cearense funcionam, na prática, assim: “- Gente, faltam dois meses pro Natal, o que a loja vai fazer de promoção? Liga pra agência!” Só que, nessas datas (o Natal, junto com o Dia das Mães, são as principais datas de comércio), não é só aquele cliente da agência que faz promoção, mas uns dez!

Nós somos ainda muito cobrados por resultados haja vista que, em muitas casos, o item propaganda representa um alto investimento para o cliente (basta imaginarmos que um anúncio de 30 segundos no Jornal Nacional pode ultrapassar R$ 300 mil, e uma página inteira em jornais de circulação nacional ultrapassa os R$ 50 mil).

Gostoso porque ser publicitário envolve sempre trabalho em equipe. Estamos sempre em contato com produtores de vídeo, cineastas, departamento comercial de rádio e televisão, fotógrafos, gráficas, fornecedores de tecnologia, entre muitos outros. Ser publicitário requer mais que técnica: exige que você consiga se relacionar bem com toda sua equipe – às vezes as reuniões acabam acontecendo nas mesas de bares. E você precisa ser alguém muito sensível, pois não adianta só dinheiro; muitos profissionais nessa área (lembrem-se: estamos trabalhando com criação) não trabalham pensando em dinheiro, mas na realização pessoal que aquele projeto possa oferecer. Ser publicitário é trabalhar com pessoas: tanto na hora de compreendê-las para conseguir vender como na hora de dirigir ou se relacionar dentro de uma equipe.

Fazer a faculdade de publicidade é ainda gostoso porque você tem uma gama muito variada de aeras que pode seguir: redação publicitária, direção de arte, mídia de agências de publicidade, produção de eventos, produção gráfica, produção audiovisual, produção para internet, produção cultural, consultoria e gestão de marcas, departamento de marketing, assessoria de comunicação, assessoria política, radialista, produtor de vídeo, fotografia, entre muitos outras.

Se você pensa em seguir essa profissão, se prepare: o mercado é bem fechado, as pessoas são bem estressadas, você trabalhará muito e encontrará muitas dificuldades, mas, por outro lado, vai se divertir um bocado!