Diferente da ciência, eu acredito no que não conheço. Diferente da religião, eu não acredito que possuo toda a verdade. Em verdade sou um simples cristão, seguidor da mensagem de Jesus Cristo, crente na salvação da humanidade.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Montanhas, relevos e poesia
Entre tardes de completo delírio
Eu me sento aqui, nesse penhasco,
envolto em uma completa solidão
O penhasco parece que como um palco,
com platéia e luzes
onde fico a aproximar-me, e a apreciar
as maravilhas daquele olhar
de mar intenso
e imensas montanhas
Todas, a me observar
Juntos tecemos grandes planos
Elas me ajudam, eu as ajudo
E assim eu, as montanhas e os relevos apreciamos nossos finais de tardes,
de imensa solidão e poesia
O homem esqueceu de apreciar as montanhas, entre bucólicos e melancólicos finais de tarde
quando aprendeu a viver, de outra forma,
passando seus finais de tarde de pura solidão,
em frente à TV
Desde então as montanhas, os relevos e os pores do sol
ponham-se a cantar, e a gritar
na esperança de chamar a atenção de alguém que, em um momento de solidão,
ponha-se a escutá-las
e a lhes fazer companhia
Para, juntos, apreciarem mais um final de tarde
no topo daquele penhasco
domingo, 22 de abril de 2012
Entre sonhos e realidades
domingo, 21 de agosto de 2011
Mudanças acontecem
Sim, pois enquanto apreciava o bom por do sol na Praia de Iracema
O qual sempre que posso estou
Encontrava-me sozinho
Minto, pois não estava sozinho
Mas entendi o sentimento que estava sentindo
Era a tal da falta
E o entendimento de várias coisas
Pensava eu, ingenuamente, que meus amigos ainda eram os mesmos
que minha mente lembrava
Quão bobo, pois ao olhar-me era evidente
o quão diferente eu também estava
E ai, cai a ficha
Você se lembra das musicas que gritavam lembrando
que o tempo não para
É, o tempo não para
A gente já fez vinte e não sei quantos
Bebeu todas e já caiu na calçada
Fudeu várias, mas não todas
E se pega vendo que está crescendo.
E vê que as coisas estão diferentes. Por que não sempre pensar que estão melhores?
Será mais difícil aceitar o novo
Ou se desfazer do velho?
Quer saber, do jeito que está tá bom demais!
domingo, 26 de junho de 2011
A fuga da coragem
Minha cabeça
Meu coração
E meu estômago
Guardam o meu medo
Seu cheiro é forte como o vermelho do sangue
E amargo
Minha coragem criou asas
Me deu um pé na bunda
E voou para longe
Me deixou aflito, sozinho
Mas sem ela, como conseguirei atrair
mulheres que me fazem feliz?
Como voltar a dividir chuveiros
E roça roça de pés sob as cobertas?
E o claro se tornou escuro
E o azul, vermelho
E o que era farto se tornou escasso
Para que se cumpram os designios
De quem nos entende mais do que nós mesmos
Pois tudo que é, um dia,
precisa deixar, um dia, de ser.
Volta, ó coragem
Preenche o vazio que em mim deixou
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
E se eu resolvesse
Nunca mais me apaixonar
deixar meu coração vegetando
E aceitasse seu sono profundo
Resolvesse, então, não acordar?
Talvez assim, morto
Voltasse a sentir o que é estar vivo
A puta daquela noite

Hoje conheci alguém
Que mexeu com minhas entranhas
Que me hipnotizou, me desequilibrou
Que a simples presença pôs abaixo minha máscara arrogante
Tinha a pele branca
E olhar felino
Dançava rebolando
E seu quadril me fez delirar
Seu nome descobri
é Maria-não-sei-o-quê
Mas quando a vi rebolando
carinhosamente a apelidei de puta.
Pois seus gestos graciosos
Tiveram a ousadia de arrepiar meu pêlo
E me fazer delirar
Ó, como se atreve
Tu, a mais puta das putas
A única que chama minha atenção na noite
A mais bela do salão
Arranca meu peito e me excita
E, por um minuto, me faz sentir-me vivo
E novamente sinto sangue correr em minhas veias
E lágrimas descer por meus olhos
Ó, não posso te arrastar para minha cama
Melhor, ou pior, não consigo
Pois posso voltar a sofrer
E isso não quero mais
Não sei o que me mantém vivo
Pois meu coração parou de bater
Acho que desisti de ser feliz
E quem sabe?
e isso me angustia
Não entender as razões nem os motivos
das energias que transpassam meu ser
Pois, bobo, não passo de um inseguro
O mais seguro deles
Como diria a outra
Eu tenho mais de vinte anos
e tantas dúvidas sem respostas...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O Labirinto do fauno

Sim, existe o labirinto do fauno
Escrito assim, com letra minúscula
A toca do coelho
O fundo do oceano.
Entrar não é o problema
Você conhece muitas coisas
Poderá dizer bravamente aos seus amigos que conheceu o caminho vasto
A larga entrada.
O problema é se descuidar
E muito se demorar
E, confuso, não encontrar mais o caminho de casa
E se ver perdido no labirinto.
Vergonha. Shame.
Uns que se perderam aceitaram suas vergonhas
E passaram até a gostar
Outros, desesperados, choraram e suplicaram
Arrependidos, clamavam para que seu pai viesse lhes buscar
Pois estavam perdidos.
E o céu, como que se abrindo, mostrou uma luz
Pois assim sempre faz
Se solicitado for.
E saiu o pequeno garoto
E se viu livre do labirinto
Pois de pouca idade era ainda, a criança.

