domingo, 1 de junho de 2014

Copa 2014, um país desavergonhado contra um Ronaldo envergonhado


Ronaldo, ao contrário de você, que participou do comitê de organização da Copa do Mundo até anteontem e agora resolveu se envergonhar (no mesmo instante que anuncia seu apoio ao candidato Aécio Neves, nessas coincidências que só vemos aqui e em Marte), eu me sinto orgulhoso de meu país.

Não quero falar dos 25 bilhões de reais gastos para financiar um evento de uma organização privada; não quero falar das remoções de inocentes de suas casas para dar lugar às obras da copa; não quero falar da prepotência das polícias, como tratam os manifestantes na “porrada”, como enxergam a quem protesta como “inimigos do Estado”; não, não quero falar da cobertura dos nossos meios de comunicação aos protestos de “vândalos”; tudo isso nós já sabemos.

O povo brasileiro não deixou o oligopólio da mídia varrer tudo isso para debaixo do tapete.

Hoje eu quero falar com orgulho de meu País, que com baixa escolaridade e pouca (ou nenhuma) representação nos meios de comunicação conseguiu enrubescer uma organização internacional e poderosa como a FIFA LTDA.

No ano passado, durante a Copa das Confederações, o mundo (principalmente seu 1% de cima) assistiu atônito ao florescer das manifestações no Brasil, um país conhecido por sua pacificidade. Em nível nacional, milhões de cidadãos saíram às ruas em protesto contra os gastos no torneio, as denúncias de corrupção, as agressões aos direitos humanos... e receberam de volta uma polícia truculenta, violenta, covarde.

Ainda assim os protestos não diminuíram, e só cessaram por conta da presença de vândalos (FINANCIADOS por não sei quem) que desvirtuaram o objetivo inicial dos protestos. Se esses FINANCIADORES DE VÂNDALOS queriam pôr gasolina nos protestos no Brasil o tiro saiu pela culatra, e a gasolina transformou-se em água, pacificando o País.

(Tem coisas que a gente só vê acontecendo no Brasil)

Hoje eu tenho orgulho de meu país porque, depois do Brasil, esse evento chamado "Copa do Mundo" nunca mais será o mesmo. A FIFA até continuará com sua política intervencionista e expropriatória, entretanto nada mais será como antes.

O Brasil desnudou para todo o mundo quem é essa instituição.

Se há algum “legado” que esta copa nos deixará parece ser a reorganização dos movimentos sociais no Brasil, um precedente que só o tempo poderá avaliar.

Engraçado. Estamos sob um governo dito de “esquerda”, mas este nos manda irmos para casa assistirmos “tranquilamente” (seria alienadamente?) os jogos e torcermos pelo Brasil (vi esse mesmo enredo em 1970...). Foi o povo, não nossas esquerdas, quem tomou a iniciativa de barrar a boçalidade desta instituição internacional em um movimento espontâneo e anárquico. Ninguém esperava que, no país do futebol, o povo desse um basta à arrogância padrão FIFA.

Vamos sim torcer pelo Brasil, mas não como antes, pois esses R$ 25 bilhões estão entalados em nossa garganta.

Hoje eu tenho orgulho do Brasil, ao contrário de você, Ronaldo Fenômeno (do marketing).



IMAGEM: www.sidneyrezende.com [I don't own this image copyright - just education use - no comercial use]

P.S. Ronaldo, cuidado com seu teto de vidro, pois tem coisas mais cabeludas que você poderia se envergonhar, como mentir em rede nacional para o povo brasileiro afirmando não saber diferenciar uma tangerina duma pocã...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Espiritualidade: um encontro com a Liberdade


A espiritualidade é uma experiência individual. Para nos ajudar nesse caminho contamos com os pastores de Cristo, que estão entre nós para divulgar Sua mensagem: uma espiritualidade viva e saudável, o caminho libertador que nos leva até o Pai. Uma juventude madura espiritualmente está preparada para enfrentar os desafios cotidianos de negar o mundo-fuga das drogas, os sentimentos negativos e as tentações da matéria pelas quais temos que passar durante nossa existência terrena.

Cuidando de nossa juventude temos a certeza de que estamos deixando um mundo melhor.

Os desafios globais
A sociedade da comunicação e do consumo parece ter atingido seu ápice. Se, no início do século XX, o mundo ainda buscava formas de integrar-se através de cabos de telégrafo, a sociedade do século XXI inaugura um mundo unido através de modernos cabos de fibra ótica transmitindo um sem número de informações, unindo os quatro cantos do globo; as rotas de comércio e os acordos multilaterais unem as diferentes raças; países como Brasil, África do Sul e Índia, antes considerados pobres, agora caminham para atingir níveis de consumo próximos ao do mundo “rico”.

Entretanto, o ritmo de desenvolvimento do capitalismo parece não caminhar em conjunto com o ritmo de desenvolvimento moral e social do homem. Temos um mundo integrado, mas ainda não conseguimos atingir a paz; nosso País nunca consumiu tantos carros e eletrodomésticos, entretanto não consegue diminuir a imensa desigualdade social. A multidão de excluídos na periferia transforma-se em um laboratório de drogas, violência e outras moléstias sociais.

Por que nossa “evolução” material não vem acompanhando nosso desenvolvimento social?

A Espiritualidade e o mundo moderno
Nossa sociedade é bombardeada diariamente pelas mensagens dos grandes comerciantes anunciando as mais diversas “vantagens” em se adquirir isso, aquilo, chegando ao despautério de prometer a felicidade. A roda do consumo afasta o homem do que realmente lhe alimenta e proporciona paz interior: sua razão de existir. Enquanto a indústria do entretenimento nos ocupa dia e noite com suas imagens e notícias chocantes, o homem corre aos psicólogos em busca do encontro consigo mesmo, algo perdido em meio à felicidade efêmera e instantânea oferecida pelo consumo.

Outro ponto fundamental diz respeito à revolução digital pela qual estamos passando. O mundo nunca se comunicou tanto, seja através de redes sociais ou em aplicativos de smartphones, acessíveis já a uma grande parcela da sociedade. Apesar de tanto diálogo, o mundo digital parece nos tornar cada vez mais distraídos, “plugados”, aproximando distantes e afastando os próximos. Vivemos um tempo em que as pessoas saem juntas mas, por mais tempo do que conseguem perceber, deixam o convívio físico para acessar a internet e viver o mundo virtual.

Será esse um caminho sem volta (como no livro 1984, de George Orwell) ou temos a escolha de mudar nossa própria realidade? E, se sim, como?

Podemos não ter como modificar profundamente a sociedade em que nascemos, mas temos a opção de negar, através do Cristianismo, sua face ideológica-individualista mais opressora. Essa luta, essa dualidade, não é algo que tenha sido inaugurado com a vida moderna, mas existe desde tempos imemoriais. Na carta aos Gálatas, o profeta Paulo nos ensina o caminho para fugir das tentações: a moralidade advinda da espiritualidade.

"[...] O fruto do espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra essas coisas não há lei. Pois, os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo espírito, andemos também de acordo com o espírito." Gálatas 5:22-25

Ser Espiritual
Então, afinal, o que é Espiritualidade? Não tentemos chegar a um conceito fechado e acabado pois, sendo matéria, somos limitados e não temos como explicar o que foge à nossa própria realidade. 

Digamos, então, por este momento, que a espiritualidade não é algo que se explica, que se apresenta, é algo que se sente. É o sentido da vida. É a busca de onde viemos, o caminho para onde vamos, ou a razão porque estamos aqui.

Longe de buscarmos a resposta, tentemos entendê-la com estas palavras: Espiritualidade é a libertação das amarras do medo, da confusão do mundo dos homens, da matéria. É a elevação pessoal, a fuga das "periferias existenciais". É o preenchimento do vazio que leva tantos ao desespero. É o autoconhecimento e o conhecimento de Deus. Espiritualidade não é somente contemplação, mas principalmente ação, a aplicação de conceitos abstratos em nosso dia a dia.

Qual relação entre Espiritualidade e Libertação? Qual a metáfora que Jesus, nosso Salvador, quis nos deixar com seu exemplo de desapego à carne mortal e total entrega ao Pai, sem medos? A juventude católica deve estar atenta a essas discussões para espraiar entre seus convivas uma mensagem de paz e fé, preenchendo de luz este mundo tão conturbado espiritualmente.

Que a Paz esteja conosco!

sábado, 19 de outubro de 2013

Defamation - A Jew documentary about Holocaust


"Defamation" feeds our mind with diferent ideas about Holocaust.

Judaismo e o Novo Antissemitismo



O mundo viveu e, infelizmente, vem vivendo muitas tragédias.

Uma delas se deu no decorrer da 2º Guerra Mundial quando, segundo contam (eu não estava lá, portanto não posso afirmar por mim mesmo, rs), um louco desvairado levou à morte milhões de pessoas baseado no ódio racial; na ideia de superioridade de uns sobre outros.

Entre as raças perseguidas estava a dos judeus.

Entendo que devemos conhecer a história. Entretanto, devemos respeitar essas pessoas que morreram injustamente e as deixarmos descansar em paz.

"Defamation" mostra como perpetuar a história do holocausto parece trazer "benefícios políticos" à classe política de Israel, que poderia estar se utilizando do passado para encobrir crimes contra a humanidade que vem cometendo contra seus vizinhos palestinos, seus primos, também descendentes de Abraão.

Antissemitismo é uma coisa. Antissionismo é outra. O documentário defende a tese que não existe "novo antissemitismo", mas a criação e perpetuação de um mito.

Ah, antes que o digam, eu não sou antissemita! Muito pelo contrário. Cristão que sou, amo Todos os povos deste mundo que nasci. Sugiro assistir.

O Monge


O monge não espera;


O monge não deixou;
(nada pra trás)


O monge só vai vivendo.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Paris, je t'aime (Paris, te amo).




Muito, muito bom!

Meu mundo contrassenso


Quando você está nervoso, em descompasso,
você está fora de seu equilíbrio
E não ache isso difícil de acontecer
Diria, inclusive, que estamos mais fora do que dentro mesmo de nossos sentidos.

Como podemos viver uma vida tão a contrassenso e não dizermos nada?
Vejamos o que quero dizer com contrassenso
Trabalhamos pra caralho
Estudamos pra cachorro
Mas somos obrigado a votar
Apesar de tanto dinheiro em circulação,
tantas possibilidades em educação, cultura, 
não estamos construindo uma sociedade mais BONITA que a do presente
Até pelo contrário...
Seria isso regressão, o oposto da evolução?
Vejo muita gente comentar “como tem gente no mundo”!
E parece verdade
Hoje somos 7 bilhões de pessoas
Em 1950, apenas cinquenta anos atrás,
Éramos 2,6 bilhões
Outro dia tive uma conversa com um amigo sobre essa minha teoria que estamos vivendo um boom de gente, de tudo
Ele disse que não, antigamente as famílias tinham muitos filhos, e agora tinham pouco.
Isso é verdade, mas não explica por que nos últimos sessenta e três anos
crescemos duas e vezes mais
do que, pelo menos, uns quatro mil anos pra trás.

Bem, as coisas não estão nada fáceis
Mas não porque tem tanta gente no mundo
Mas porque, não sei se vocês sabem
- mas que podem imaginar -
Um por cento da população mundial detém quarenta por cento de todo do dinheiro do mundo
Cara, não consigo dormir em paz sabendo que vivo num mundo tão injusto
Até durmo, claro, afinal não tem muito o que eu possa fazer
contra a vontade das próprias pessoas
Mas, de qualquer modo, isso é o que chamo um mundo contrassenso

Sabe, um todo tão intenso energético está nos rodeando
Estamos acossadas pela violência, corrupção dos políticos e alto preço dos aluguéis,
e excitados por coca-colas, bombas de açúcar e proteínas toxicadas de hormônios

Não,
não sei onde tudo isso vai dar
Saudade do tempo em que eu assistia Kubrick despretensiosamente,
achando que, no futuro, realmente as coisas por si só dariam um jeito

Hoje, ando duvidando se teremos um futuro...